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Presidente do Atlético-MG negocia dívida e cobra pagamento de R$10 milhões do rival Cruzeiro

A gestão de Sérgio Sette Câmara à frente do Atlético será marcada pela renegociação das dívidas do clube. E o primeiro a ser discutido deve ser o débito com a WRV Empreendimentos e Participações Ltda, contraído por meio de empréstimo em 2000 e que se arrasta na justiça há anos. Em entrevista à Itatiaia, o presidente alvinegro confirmou que houve uma primeira reunião com o grupo nessa quarta-feira e que, nos próximos encontros, vai propor o parcelamento em longo prazo do valor, que alegou ser “muito menor do que o divulgado”.

“Desde que cheguei ao Atlético estou analisando todas as pendências que existem no clube, e essa é apenas uma delas. Vamos tentar ajustar a situação financeira do clube e, obviamente, isso passa pelo pagamento de algumas dívidas que encontrei. O que existe em relação à WRV é que, como venho fazendo com outros credores do Atlético, estive sentado com eles ontem (quarta-feira), tivemos apenas um início de conversa. Esses valores que foram falados mais cedo são abissais próximos daqueles que efetivamente são os que nós admitimos que possa ser um valor factível de pagamento. Diria que é muito, mas muito menos do que foi falado”, afirmou.

Confiante no acordo, o presidente do Atlético se mostra cauteloso ao mesmo tempo. O dirigente avisou que, apesar do início das conversas, a ação na justiça prosseguirá até que seja selada a renegociação com a empresa nos valores que o clube acha ser o justo.

“Estamos em um início de conversa, está longe de ter sido selado um acordo. Estamos começando as conversações para que a gente possa achar um número que seja plausível para as duas partes. Enquanto isso não acontecer, o processo continua tramitando normalmente”, disse o mandatário atleticano.

Nesta quinta-feira, estava prevista uma reunião entre os contadores do clube e da empresa para que haja análise dos números apresentados pelo Atlético. “A questão continua sub judice. Estamos iniciando uma conversa, vamos buscar um acordo. Houve um empréstimo em 2000, e durante esses 17 anos tiveram amortizações. Basicamente, o que vamos buscar é atualizar esse valor e, com o valor atualizado, vamos sentar com o grupo e construir um acordo que passe por um parcelamento em longo prazo”, observou.

No programa Bastidores, o advogado da WRV, Carlos Alberto Arges, deu detalhes da primeira reunião com o presidente do Atlético e revelou a proposta feita por Sette Câmara. “Reunimos ontem com o Sérgio Sette Câmara, que nos propôs um acordo inicial no valor de R$ 37 milhões e que apresentaria a forma de pagamento nos próximos dias. A WRV está analisando junto ao contador essa diferença, pois o valor da execução na data de hoje é de aproximadamente R$ 64 milhões”, afirmou.

A WRV acionou o Atlético na justiça por uma dívida contraída em 2000. Naquela temporada, a diretoria alvinegra pegou um empréstimo de cerca de R$ 7 milhões com a empresa, que controlava o supermercado Mineirão, para contratar o atacante Guilherme Alves e renovar o contrato do zagueiro Cláudio Caçapa.

No processo judicial, a WRV entende que, em valores corrigidos, tem direito a R$ 64,3 milhões. Por isso, a empresa chegou a solicitar o bloqueio dos R$ 10 milhões da multa contratual a que o Atlético pleiteia pela ida de Fred para o Cruzeiro, além dos cerca de R$ 20 milhões a que o Galo tem direito pela venda de Lucas Pratto do São Paulo para o River Plate.

“Eles nos atenderam bem, são atleticanos. Lá atrás, de fato fizeram um depósito, o valor que veio a ser cobrado foi acima do que havia sido contabilizado no clube, daí o motivo da discussão. Mas parece que agora a gente começou a achar uma saída interessante. Há o interesse do clube de pagar, o Atlético deseja pagar todas as suas dívidas e vai fazer isso. Vou procurar honrar os nossos compromissos, assim como a gente espera que quem deva o Atlético também honre os seus compromissos”, finalizou Sette Câmara.

Com informações da Itatiaia.



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