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PM Juliane passou os últimos dias cuidando da mãe com câncer


A policial militar Juliane dos Santos Duarte era conhecida pelos amigos como “sorriso”. Mas por trás do riso fácil, do gosto por música e da profissional dedicada à carreira, havia uma filha dedicada à mãe quase todo o tempo em que não estava na corporação.


Uma das responsabilidades de Juliane nos últimos tempos era cuidar da mãe, Cleusa dos Santos, de 57 anos, portadora de câncer de medula óssea. “Tinha os meus problemas para resolver e a Juliane sempre me ajudava”, afirma a mãe.


Na quinta-feira (2), quando a policial desapareceu na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, Cleusa tentou entrar em contato com a filha para pedir ajuda. “Levei um choque quando recebi a notícia.”


A amiga de infância da policial, Renata Fernandes, lembra que Juliane acompanhava sempre a mãe ao hospital. “Elas estavam sempre juntas. A Ju comentou comigo que precisava comprar remédios para a mãe e que eram caros”, diz. Apesar disso, Renata afirma que Juliane não gostava de compartilhar “coisas ruins”.


“A irmã dela também estava por dentro do problema de saúde de Cleusa, mas como a Ju morava com ela, era quem cuidava de tudo”, diz Renata. Segundo a amiga, mesmo quando estava no curso da Escola de Polícia, em Santos, Juliane voltava aos fins de semana para a casa da mãe, fazia compras e cuidava da casa.


A ex-companheira Laisla Carvalho, de 24 anos, diz que Juliane era muito próxima da mãe. “Da última vez que ela foi para a minha casa, assim que chegou ela avisou a mãe que tinha chegado”, conta. “Ela sempre comunicava onde estava. A Ju não dava um passo sem comunicar a mãe.”


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Laisla lembra que Juliane era apegada à família, especialmente à mãe e à irmã. “Nossa última conversa foi sobre o chá revelação da irmã dela. Ju era a única pessoa que sabia o sexo do bebê”, conta. Juliane, de acordo com os amigos, sempre sabia o que faltava em casa. 


Segundo a ex-companheira de Juliane, os amigos mais próximos estão se preparando para dar apoio à Cleusa para o combate à doença. “Vamos tentar fazer tudo que a Juliane fazia. Não vai ser fácil, mas vamos ajudá-la”, diz Laisla. 


De acordo com os amigos mais íntimos, apesar do sentimento de triteza, Cleusa estava “em paz e serena”. “Ela dizia que mesmo não tendo a Ju por perto, sabia que ela havia deixado seu sorrido e sua alegria. A Ju era a grande companheira da Dona Cleusa.”


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