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PF prende ex-presidente da BRF em nova fase da Operação Carne Fraca

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (5) o ex-presidente global da BRF Pedro de Andrade Faria e mais nove pessoas investigadas em uma operação que apura denúncias de fraudes no setor de inspeção sanitária.

A operação desta segunda é um desdobramento da primeira fase da Operação Carne Fraca, de março de 2017.

Na época, a investigação foi criticada por entidades de classe e pelo governo por prejuízos causados ao setor, como a suspensão de parte das exportações. Também porque várias denúncias sobre a qualidade da carne brasileira não foram confirmadas.
 
Esta nova fase apura se a Brf Brasil Foods S.A., dona das marcas Sadia e Perdigão, e laboratórios ligados a empresa fraudavam resultados de exames.

Uma unidade de produção da empresa no Paraná e duas em Goiás foram alvo de busca e apreensão.

Entre os presos estão o ex-diretor presidente da BRF Pedro de Andrade Faria e o ex-diretor vice-presidente da empresa Hélio dos Santos Júnior. As prisões são temporárias, por cinco dias.

Segundo a Polícia Federal os ex-executivos são suspeitos de tentar encobrir a adulteração de laudos. A suposta irregularidade foi denunciada pela ex-funcionária da BRF Adriana Marques Carvalho, que já tinha ido à Justiça Trabalhista contra a empresa. Nesta segunda ela foi levada pelos policiais para prestar depoimento.

Segundo os investigadores, ao saber da ação trabalhista de Adriana, o ex-diretor presidente Pedro Faria recomendou ao ex-vice-presidente Hélio dos Santos Júnior que tomasse medidas drásticas para proteger a empresa.

A Polícia Federal não explicou que medidas seriam essas nem se elas foram tomadas.

“Todos os e-mails eram trocados até chegar ao seu presidente. Há na verdade, uma anuência de toda a gestão no sentido de conter a crise”, disse o delegado Maurício Moscardi.

A operação de hoje também se baseou no relato de Cristianne Liberti, dona de uma granja em Carambeí, no Paraná.

Em depoimento à Polícia Federal, ela disse que tinha contrato com a BRF para a criação de frangos. E que há dois anos recebeu da empresa um lote de 46 mil “pintinhos de um dia” contaminados pela bactéria Salmonella pullorum, e que esse problema teria sido negligenciado pela BRF.

No despacho, o juiz declarou que as ações da BRF culminaram com o abate irregular de aves contaminadas e sua ilegal destinação para consumo.

De acordo com o Ministério da Agricultura, que também fez parte da operação desta segunda, a presença de salmonela é comum na flora intestinal de aves, mas a bactéria é destruída e não representa risco para a saúde das pessoas quando a carne é frita ou cozida.

“Nós temos dois patógenos sim que representam risco à saúde pública. Nos autos do processo, esses patógenos não foram identificados. O risco à saúde pública neste caso da operação não está devidamente configurado”, afirmou o coordenador de inspeção do Ministério da Agricultura, Alexandre Campos da Silva.

O que dizem os citados

A BRF declarou que segue normas e regulamentos brasileiros e internacionais, para produção e comercialização de seus produtos. Que existem cerca de 2,6 mil tipos de salmonela, que a Salmonella pullorum é essencialmente de aves e não causa nenhum dano a saúde humana. E que os resultados das análises feitas nos pintinhos citados na acusação foram enviados ao Serviço Veterinário Estadual e ao Serviço de Inspeção Federal como determina a lei.

O Ministério da agricultura declarou que vai suspender a exportação das unidades para 12 destinos que exigem controle específico da salmonela, e que também vai suspender os laboratórios investigados na operação.

O JN não conseguiu contato com as defesas de Pedro de Andrade Faria e de Hélio dos Santos Júnior.


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