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Para onde vai e quanto tempo dura o novo voo mais longo do mundo




A batalha para oferecer o voo direto mais longo do mundo ganha mais um concorrente nesta quinta-feira, quando decola uma nova linha entre Cingapura e Nova York.


A Singapore Airlines (SIA) está relançando o serviço cinco anos depois de suspendê-lo por ter se tornado caro demais.


O voo percorrerá mais de 15 mil km e terá duração de pouco menos de 19 horas.


Outra companhia aérea, a Qantas, lançou uma opção sem escalas de 17 horas de Perth, na Austrália, a Londres, no Reino Unido, no início deste ano. Já a Qatar mantém um serviço de 17,5 horas entre Auckland, na Nova Zelândia, e Doha, no Catar.


Passagens


O voo do aeroporto de Changi, em Cingapura, para o aeroporto internacional de Newark, em Nova York, decolará com quase todos os assentos ocupados.


A classe executiva, segundo a companhia, estava lotada e havia “um número muito limitado” de lugares disponíveis na classe econômica premium – não há classe econômica.


Um bilhete na classe executiva dá aos passageiros direito a duas refeições e à escolha de quando serão servidas, além de bebidas entre elas. Eles também têm uma cama para dormir.


As tarifas econômicas premium oferecem três refeições em horários fixos, com bebidas nos intervalos.


A Singapore Airlines (SIA) disse haver retomado a rota por perceber aumento na demanda por serviços sem escalas, que reduzem o tempo de viagem.


Voar por 19 horas





O novo avião da Airbus que a SIA está usando foi configurado para acomodar 161 passageiros – desse total, 67 ficariam na classe executiva e 94, na econômica premium.


“O pensamento por trás disso é que eles estão vendendo um produto premium – é para o público de alta renda”, diz o especialista em aviação Geoffrey Thomas, que estará a bordo no voo inaugural.


“Esta é uma rota entre dois grandes centros financeiros, e eles vão encher este avião com empresários ou viajantes endinheirados que querem a conveniência de um voo sem escala”, analisa ele.


E completa: “Também está provado que, quando as operadoras introduzem uma nova rota de voo direto, o tráfego nessa rota aumenta em três vezes.”


Thomas, que é editor-chefe do site de classificação de companhias aéreas Airlineratings.com, esteve em vários voos inaugurais, incluindo o novo voo de longa distância da Qantas de Perth para Londres, iniciado também deste ano, e diz que está ansioso por ser parte da história.


“O voo da Qantas para Londres foi um grande evento. Estivemos basicamente em pé durante todo o voo, foi incrivelmente emocionante. O clima a bordo é quase de festa.”


A rota


De duas possíveis rotas de Cingapura para o aeroporto de Newark, a SIA já informou aos passageiros qual pegará – a NOPAC, ou rota do Pacífico Norte.


Thomas diz que o voo cobrirá uma distância de cerca de 15.341 km, mas lembra que, embora a distância entre os destinos permaneça constante, a distância percorrida e o tempo de voo podem variar devido a ventos favoráveis, ventos adversos e qualquer necessidade de desvios relacionada ao clima.


“Você tem alguns bons fortes fluxos de jatos indo na direção leste, que é o caminho que iremos seguir, então voaremos sobre o Japão, depois sobre o Pacífico Norte, possivelmente chegando ao Alasca, e então descendo pelo Canadá para Newark. “


No momento, a SIA estima que o voo levará cerca de 18 horas e 25 minutos.





Este é o futuro das viagens de longo curso?


O A350-900 ULR que voará de Cingapura para Nova York pertence à família de aeronaves bimotoras de longo alcance da Airbus.


Os aviões foram projetados para substituir a série 777 mais antiga da Boeing, usando entre 20% e 30% menos combustível que eles – o que é um aspecto positivo em meio ao aumento dos preços do petróleo.


A Singapore Airlines lançou a mesma rota sem escalas entre Changi e Newark em 2004, mas em 2013 foi obrigada a cancelá-la. O A340-500 que estava usando na época usava muito combustível, e a execução do percurso acabou se tornando cara demais.


Várias operadoras já usam os novos A350-900 em suas rotas de longa distância. Eles têm tetos mais altos, janelas maiores e iluminação projetada para reduzir o jetlag, a sensação da fadiga que normalmente se tem em voos longos que cruzam diversos fusos horários – um aspecto positivo do ponto de vista de viajantes de negócios ocupados.


Mas a versão de longo alcance que a SIA comprou da Airbus tem maior capacidade que qualquer aeronave em operação hoje, graças em parte a um sistema de combustível levemente modificado.


A aeronave pode voar por 20 horas sem parar, o que a maioria dos especialistas em aviação dirá que é o futuro das viagens de longa duração para negócios e lazer.


Thomas diz que já se provou repetidas vezes que as pessoas querem voar sem escalas, “então estes tipos de aviões estão prontos para ganhar um impulso fantástico”.


“O voo da Qantas de Perth para Londres está tendo um load factor – ou seja, a capacidade efetivamente usada de assentos da aeronave – de 92%, e no premium, de 94%. Então, do ponto de vista da companhia aérea, essas rotas são lucrativas.”


“Estamos realmente entrando em uma nova era de viagens.”


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