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Macri assegura que Argentina está 'longe' de crise como a de 2001

“Sei que estes dias despertaram angústia e preocupação, que situações como as que vivemos possam gerar uma crise maior; eu entendo, nós entendemos, mas estamos longe disso: não há uma situação comparável com outras crises”, declarou Macri em mensagem televisionada.

Esta é a primeira vez que Macri aparece em público para fazer um pronunciamento após pedir crédito ao FMI na última terça (8). Antes, apenas membros do seu gabinete, liderado por Marcos Peña, haviam se pronunciado.

Macri considerou que o Executivo e a população estão “em condições de superar juntos” a situação atual.

Nas últimas semanas, o peso argentino registrou forte desvalorização em relação ao dólar – que hoje fechou a 24,50 pesos, com uma leve melhoria -, o que levou o governo a elevar as taxas de juros a 40% para depois pedir ajuda financeira ao FMI.

Com relação à inflação, nesta terça-feira foi anunciado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na Argentina subiu 2,7% em abril, em relação ao mês anterior, acumulando um aumento de 9,6% neste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Na opinião de Macri, a Argentina já incorporou “as doutrinas da nossa história” em matéria de crises econômicas, como a sofrida nos anos 90 que conduziu ao famigerado “corralito” de 2001.

“Estamos preparados para preveni-las”, garantiu, ao mesmo tempo em que destacou que a “grande crise” foi evitada quando chegou ao governo e, sem fazer referência explícita a governos kirchneristas, repetiu a mensagem de que a Argentina “vem de décadas de irresponsabilidade”.


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