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Justiça Eleitoral Absolve prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil

Justiça eleitoral absolve prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil

Ministério Público afirmava não ser possível reconhecer origem de dinheiro utilizado em campanha; justiça entendeu que valores foram regulares e com origem declarada

A Justiça Eleitoral absolveu, no início da noite desta quinta-feira (1º), o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), dos três processos movidos contra ele pela coligação do ex-candidato a prefeito da capital João Leite (PSDB) e pelo Ministério Público Eleitoral.

Em maio passado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) havia rejeitado as contas da campanha de Kalil a prefeito de Belo Horizonte. Na época, a relatora do processo alegou a impossibilidade de “comprovação da origem de recursos de R$ 2,2 milhões que foram creditados na conta de campanha do prefeito eleito”.

Os valores são relacionados à venda de um apartamento que foi de Kalil e de outro, que pertenceu aos filhos dele. “Não se trata de dinheiro não declarado, fruto de corrupção ou de notas frias emitidas sem contrapartida. Não se trata de dinheiro entregue em malas suspeitas”, afirmou o juiz de primeira instância Renato Jardim, em um dos trechos de sua sentença, que declarou improcedentes as denúncias feitas pelo opositor de Kalil.

O advogado de Alexandre Kalil, João Batista de Oliveira, disse que todas as provas, documentos e contratos foram apresentados, não restando dúvidas sobre a legalidade da venda do imóvel. A defesa de Kalil explicou que, na reta final da campanha, o então candidato do PHS precisava pagar as dívidas da campanha.

“Chegou na reta final, o Kalil precisava pagar as dívidas da campanha. Em vez de fazer o que o João Leite fez, que assumiu as dívidas do partido e não pagou, o Kalil resolveu pagar de que forma? Ele tinha um apartamento, onde ele mora, em que uma parte era dele. Portanto, ele vendeu essa parte por R$ 2,2 milhões para os filhos. A Justiça perguntou: mas onde esses filhos arranjaram esse dinheiro? Nós provamos que os filhos tinham um apartamento no valor de R$ 5,3 milhões. Eles venderam esse apartamento, pagaram os R$ 2,2 milhões e comprou a parte do Kalil. Então, tudo absolutamente regular”, explicou Batista.

O advogado disse que diante da acusação feita a Kalil, de ter simulado a venda do imóvel, “foram apresentados contratos que os filhos do Kalil fizeram, o pagamento, escritura e registro. “Então, o juiz acabou entendendo que tudo foi correto e que os valores foram corretos”, informou.

O Ministério Público Eleitoral e a coligação de João Leite podem recorrer da decisão em, no máximo, três dias.

Com informações do O Tempo.



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