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Incêndios na Grécia causam pelo menos 50 mortos e mais de 150 feridos

Os fogos que alastram na Grécia desde segunda-feira, circundando a capital, Atenas, já provocaram pelo menos 50 mortes e 156 feridos, alguns dos quais em estado crítico e pelo menos 16 dos quais crianças. O número aumentou depois de 26 vítimas mortais terem sido encontradas já esta terça-feira, entre duas casas localizadas a este de Atenas. “Infelizmente encontrámos 26 corpos carbonizados”, confirmou o presidente da Cruz Vermelha grega, Nikos Economopoulos, citado pelo jornal de Atenas Kathimerini. Muitas das vítimas mortais ficaram encurraladas na estância balnear de Mati, a 40 quilómetros da capital, e foram apanhadas pelas chamas nas suas casas ou nos seus carros. Foi esse o caso das 26 vítimas mortais encontradas esta terça-feira.

Fui informado por um elemento das operações de resgate de uma fotografia chocante que mostrava 26 pessoas amontoadas num campo situado a 30 metros da praia” de Mati, apontou ainda Nikos Economopoulous à televisão grega Skai. Eles tentaram encontrar uma rota de fuga mas infelizmente estas pessoas e as suas crianças não o conseguiram encontrar a tempo.”

Teme-se que o número de mortes seja ainda maior, uma vez que os serviços de emergência continuam a receber telefonemas a alertar para o desaparecimento de pessoas.

Um bombeiro tenta apagar um incêndio em Kineta, perto de Atenas. (VALERIE GACHE/AFP/Getty Images)

Os incêndios devastaram casas, destruíram viaturas e obrigaram a diversas evacuações, com as autoridades a declararem o estado de emergência e a pedirem ajuda europeia. Os principais focos de incêndio encontram-se na cidade costeira de Mati e em Kineta. Desde que os incêndios começaram a alastrar, centenas de crianças foram já evacuadas de campos de férias em Mati. As chamas levaram a que muitos turistas e também cidadãos gregos fugissem do fogo para as praias a leste de Atenas.

O pedido formal de ajuda enviado à União Europeia para o envio de meios foi enviado ao final da tarde de segunda-feira. O governo grego pediu helicópteros e meios humanos aos restantes países. Chipre, Espanha, Alemanha, Itália, Polónia e França já acederam aos pedidos de ajuda.

Os incêndios devastaram viaturas e habitações, como esta, em Kineta, perto de Atenas. (VALERIE GACHE/AFP/Getty Images)

“É uma noite difícil para a Grécia. Todos os serviço de emergência foram mobilizados. Vamos fazer tudo o que for humanamente possível para controlar isto”, disse na segunda-feira o primeiro-ministro Alexis Tsipras, que antecipou o seu regresso para Atenas, depois de uma viagem à Bósnia-Herzegovina, para acompanhar a situação a partir do Centro de Coordenação Unificado.

Já o ministro da Administração Interna (Ordem Pública), Nikos Toskas, pediu cautela aos cidadãos e sugeriu que os incêndios podem ter sido provocados. Este é o pior verão de incêndios na Grécia desde o verão de 2007, quando mais de 80 pessoas morreram na sequência de chamas que alastraram entre final de junho e início de setembro. Os incêndios deste ano, contudo, poderão ser mais graves: em apenas dois dias, registam-se já meia centena de mortos.

A autoestrada de Olímpia, que liga Atenas a Peloponeso, foi cortada devido aos incêndios em Kineta. (VALERIE GACHE/AFP/Getty Images)

Centenas de bombeiros continuam a tentar controlar os grandes incêndios que assolam a Grécia desde o início da tarde de segunda-feira, mas os trabalhos estão a ser dificultados por ventos fortes.

Um dos sobreviventes dos incêndios, Kostas Laganos, contou que foi precisamente o mar que o salvou. Laganos estava na zona costeira de Mati quando as chamas se aproximaram. “Felizmente o mar estava ali e fomos para o mar, porque as chamas perseguiam-nos até à água. As chamas queimaram-nos as costas mas mergulhámos para o mar… Disse: meu Deus, temos de correr para nos salvarmos”, afirmou o residente, citado pela BBC.

Mati, situada na região grega de Rafika-Pikermi, foi a localidade mais afetada pelos incêndios. Popular entre turistas e jovens, que ali se deslocam durante as férias de verão, o município é presidido por Evangelos Bournous. Em declarações à imprensa grega, este político afirmou que viu “pelo menos 100 casas em chamas” e que o foco de incêndio na região é “uma catástrofe total”.

Mais de 300 bombeiros estiveram envolvidos no combate aos incêndios. O vento intenso que se sentiu não ajudou (VALERIE GACHE/AFP/Getty Images)

Um dos incêndios, em Kineta, a cerca de 50 quilómetros de Atenas, obrigou à evacuação de três localidades, reduzindo a cinzas dezenas de casas e causando o encerramento de dezassete quilómetros da autoestrada de Olímpia, que liga a capital com o Peloponeso. O primeiro foco de incêndio a alastrar na Grécia terá surgido precisamente perto de Kineta.

O verão na Grécia tem sido quente, com as temperaturas máximas a superarem em alguns os dias os 40ºC. A junção de temperaturas altas, ventos fortes e uma zona costeira (Mati) com vegetação densa estão a fazer destes incêndios uma verdadeira tragédia no país.

O cenário no município de Rafina, já esta terça-feira. A região abrange a zona costeira de Mati, a mais afetada pelos incêndios que alastram na Grécia desde segunda-feira (ANGELOS TZORTZINIS/AFP/Getty Images)

No combate às chamas, as autoridades gregas apelaram aos residentes das áreas mais afetadas para abandonarem as suas casas. Alguns tentaram resistir. “As pessoas deviam fugir, deixar as suas casas e partir. É impossível tolerar tanto fumo durante muitas horas. Isto é uma situação extrema”, apontou um dos porta-vozes dos bombeiros gregos, Achilleas Tzouvaras.


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