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Comando da campanha decide que só Haddad fala de economia

Haddad está cercado por ex-assessores de Lula – Luiz Dulci, Paulo Okamotto, Jose Sergio Gabrielli e Emídio de Souza –, e a decisão que tem prevalecido é a de manter o planejamento e o discurso da campanha sem fazer qualquer inflexão ao centro, como um aceno ao mercado financeiro.

“Nada justifica um cavalo de pau na campanha”, disse ao blog um dos coordenadores da campanha de Haddad, observando que o PT já foi governo e mostrou os compromissos.

Ele lembra que houve problemas na economia no segundo mandato de Dilma, mas tudo correu bem com Lula. “Haddad é mais identificado com Lula, e eu diria que é um Lula moderado”, afirmou.

Observa, ainda, que Haddad tem que mostrar a gestão na Prefeitura de São Paulo. Haddad gosta de registrar que deixou R$ 5 bilhões em caixa para o sucessor em São Paulo.

Está claro neste grupo que o PT defende que se deve limitar o debate econômico e que deve ficar valendo a resposta já dada por Fernando Haddad de que um eventual governo petista não será totalmente afinado com o mercado.

“Não vamos fazer tudo o que eles querem”, disse Haddad em entrevista à GloboNews. O petista lembra que Haddad entende de economia e é o mais habilitado a falar do assunto.

“Não é nossa preocupação maior o mercado. Não temos rancor do mercado, mas não vamos nos guiar por ele. Sem chutar o mercado, mas não fazer o que eles querem. Afinal, o que eles querem não esta dando certo na Argentina”, disse o petista.

Até aqui, Fernando Haddad tem um grupo de economistas trabalhando, mas nenhum com perfil de ser o ministro da Fazenda. Segundo eles, isso acontece intencionalmente, para que não se especule o nome do comandante da economia. Um próximo de Haddad e Bernard Appy, mas a presença dele na equipe não eh confirmada.

A avaliação da campanha de Haddad é bastante positiva e, segundo um dos coordenadores e, por isso, nada justifica mudanças, mesmo que venha o período de “dias nervosos” com este crescimento de Haddad.

Eles ainda esperam transferência de votos de Lula para Haddad, de um eleitor que diz que votará no candidato de Lula em qualquer situação. Há ainda o grupo dos que podem votar no candidato de Lula, mas querem saber quem ele eh; e, ainda, os que votam somente nele e não em outro indicado.

Os petistas acreditam que Haddad pode chegar a 45% dos votos no Nordeste e que ha chances de o petista chegar na frente do adversário no primeiro turno.


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