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Casal é suspeito pela morte por afogamento de jovem em Itanhaém

Jovem estava grávida de três meses; suposto padrinho
alegou que filho era seu (Foto: Arquivo Pessoal)

Um casal suspeito da morte por afogamento de uma jovem de 20 anos teve a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça, sendo capturado na manhã desta sexta-feira (18) por policiais da Delegacia de Mongaguá.

 

A Justiça decretou a temporária, a pedido do delegado Ruy de Matos Pereira Filho, por considerar a prisão imprescindível às investigações do inquérito policial. Por se tratar de crime hediondo, se houver necessidade, esse prazo pode ser prorrogado mais uma vez por 30 dias.

A vítima Atyla Arruda Barbosa, de 20 anos, morava em Aparecida de Goiânia (GO). Sob o pretexto de trabalhar no Litoral Sul paulista, após suposta promessa de emprego feita pelos acusados, a jovem mudou-se para a residência deles, em Itanhaém.

No dia 3 de julho, o corpo de Atyla foi resgatado em uma praia de Mongaguá. Exame necroscópico atestou afogamento como causa da morte e os acusados compareceram à delegacia do Município para as providências de praxe, realizando o sepultamento sem avisar a família da jovem.

O casal alegou que a vítima era sua “afilhada”, ignorando o atual endereço dos seus pais para comunicá-los sobre a morte da jovem. Conforme os suspeitos, na véspera, eles estavam em uma praia de Itanhaém e Atyla, repentinamente, desapareceu no meio do nevoeiro, apesar de estar com água na altura das canelas.

O delegado Ruy de Matos e o investigador Rogério Pinto acharam estranha a versão do casal e descobriram que a vítima não era afilhada dele. Além disso, apuraram a existência de um seguro de vida de Atyla, tendo a suposta madrinha, de 41 anos, como única beneficiária. O valor da apólice é de R$ 260 mil, na hipótese de morte acidental.

No curso das investigações também foi apurado que Atyla estava grávida de cerca de três meses de um menino. Ao ser preso, o pretenso padrinho, de 43 anos, admitiu a possibilidade de ser o pai, porque manteve relação sexual com a vítima, que diz ser sua afilhada.

“O homem nos disse que a sua mulher não pode ter filho e a vítima aceitou a proposta de engravidar dele para dar a criança ao casal. A averiguada não admite isso, mas estamos confrontando o depoimento dela com o do marido e detectando contradições”, informou o investigador Rogério Pinto.

Após ter saído de Aparecida de Goiânia, Atyla manteve diálogo com uma prima por meio do aplicativo WhatsApp. A vítima lhe disse que estava viajando ao Estado de São Paulo “para morar lá e seguir o caminho que escolhi”. Na mesma conversa, a jovem declarou que “um amigo meu vai me ajudar no caminho que escolhi”. O caso segue sob investigação.


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