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A ciranda de sexo, dinheiro e mentiras de Prem Baba

Capa da edição 1055 de ÉPOCA – Reprodução

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:

Em janeiro de 1999, o paulistano Janderson Fernandes de Oliveira buscava um sentido para sua vida. Havia largado a faculdade de psicologia e era sócio de uma clínica que oferecia terapias alternativas, como massoterapia e acupuntura. O interesse por questões espirituais e religiosas tinha sido herdado da avó materna, evangélica e benzedeira. Desde criança contestava os ensinamentos da Bíblia. Não fazia sentido que a felicidade estivesse reservada apenas para um futuro após a morte. Recém-casado, em busca do autoconhecimento, resolveu tentar achar seu “eu” alhures. Embarcou com a mulher para a Índia. Disse aos amigos que obedecia a um chamado espiritual que o acompanhara desde a adolescência. Segundo seu relato, ouvia vozes que lhe diziam que ao atingir 33 anos deveria ir a Rishikesh — a cidade indiana aos pés do Himalaia é um dos berços da ioga e ponto de peregrinação.

Na cidade sagrada conheceu Sri Sachcha Baba Maharajji, um importante guru da linhagem hinduísta Saccha. Quatro anos depois, tornava-se ele próprio um mestre, o Sri Prem Baba. Em sânscrito, “Sri” significa senhor, “Prem” amor divino e “Baba” pai espiritual. Ele desenvolveu um método de autoconhecimento que batizou de “O caminho do coração”, uma mistura de psicologia, filosofia, práticas xamanistas da Amazônia e ensinamentos da tradição saccha. Com essa mixórdia espiritual, uma ferramenta para acalmar a mente e alcançar a felicidade, acumulou milhares de seguidores – entre eles, celebridades como Reynaldo Gianecchini, Bruna Lombardi e Marcio Garcia. Políticos como Aécio Neves, Marina Silva, João Doria e Marconi Perillo passaram a visitá-lo e a divulgar fotos a seu lado.

Em ÉPOCA desta semana, você conhecerá a vida que Janderson de Oliveira levava por trás da imagem imaculada de Prem Baba. Em meio a atividades de sua comunidade, ele mantinha com seus seguidores uma relação de hipocrisia, desfaçatez e manipulação. Três mulheres relataram à reportagem ter mantido relações sexuais com o guru e dizem ter sido vítimas de abuso. Elas pediram sigilo sobre sua identidade para evitar a exposição das famílias. Ele até foi confrontado por uma delas e admitiu, numa conversa reservada com ela e seu ex-marido, que “abusou” de sua posição como guru e que havia sido “desleal” (ouça abaixo a gravação).

Em gravação, Prem Baba admite “abuso”

Outros discípulos afirmaram que o mestre se aproveitava da boa vontade da comunidade, que sempre contribuía financeiramente com seus projetos, para enriquecer. Se antes da primeira viagem para a Índia ele tinha apenas um automóvel Tempra dourado e um terreno de 400 metros quadrados em Mairiporã, Região Metropolitana de São Paulo, agora possui ao menos quatro apartamentos, entre eles uma cobertura comprada por R$ 1,7 milhão. É dono de oito empresas no Brasil e uma agência de turismo na Índia. Prem Baba só aceita viajar em classe executiva. Em São Paulo, desloca-se em um Mitsubishi Outlander branco.

>> Leia a íntegra desta reportagem em ÉPOCA desta semana

>> Nas bancas, a partir de sexta-feira

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